«BOM MESTRE, QUE HEI-DE FAZER PARA GANHAR A VIDA ETERNA?»
RETIRO DE QUARESMA NA ARRÁBIDA

O cenário na Arrábida estava posto: um sol incandescente de luz, um mar azul infinito à nossa frente, uma verde montanha de silêncio natural a nos proteger e uma casa pronta a ser seio de vida, casa de oração.
Os personagens da acção também. Vinham do norte e do sul, de mochila às costas, carregada com a sua vida de projectos e sucessos, mas também de dores e dúvidas. Eram 21. Um número perfeito?! Três, da presença da Trindade que é um só Deus, por sete, porque era o sétimo dia da semana… Tudo indicava que sim.
A acção começou. Era preciso colocar-se na presença do nosso Bom Mestre. Tomar para cada um de nós a pergunta do homem rico. E no silêncio do caminhar por entre o mar e a serra, o céu e a terra, escutar a resposta pessoal que Jesus tinha para nos dar. Entender o convite que Jesus tinha para nos fazer: «deixa tudo e segue-me»!
Foi assim durante dois dias. Sábado e domingo, o sétimo e o oitavo, ou o último e o primeiro dia da semana. A esperança era óbvia: que cada um tomasse Jesus como o primeiro e o último da sua vida, aquele que recapitula a nossa antiga riqueza numa outra nova e mais preciosa, que nos torna novas criaturas, filhos de Deus reconciliados e que nos impele a sermos, como seus amigos, testemunhas e servidores do Reino dos Céus já aqui na terra.
A resposta à pergunta? Foi dada certamente no retiro do Monte da Transfiguração que se chama Arrábida, mas agora na força de Jesus há que a dar todos dias no concreto da nossa vida, porque é aí onde se pode ganhar o céu, porque é aí que o verdadeiro Céu pode acontecer.
Pe. Rui Gouveia