«Cristo foi provado como nós, em todas as coisas, menos no pecado. E a Palavra fez-Se Homem e habitou entre nós» (Hb 4,15; Jo 1,14).
“ (…) Jesus de Nazaré, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. É a segunda pessoa da Trindade mas, por benevolência de um Deus que é amor, faz-Se um dos nossos, em tudo menos no pecado, para nos resgatar a partir da nossa humanidade. Eu não me pareço nada com Deus, mas posso parecer-me com Cristo em muito… Cristo chorou e riu-Se. Cristo sofreu e alegrou-Se. Cristo suou e cansou-Se. Precisou de comer e de beber. Procurou afecto e ofereceu afecto. Acariciou crianças e comoveu-Se com os que tinham fome e com os doentes, com uma viúva que acabava de perder o seu único filho. Estava enfurecido quando expulsou os vendilhões do Templo. Sofreu com a incompreensão dos discípulos. Amou a Sua mãe como nenhum filho pode amar a mãe. Rezou muito e bem. Quando Se retirou para o deserto para orar, movido pelo Espírito Santo, foi tentado pelo demónio e resistiu a pé firme à tentação. A Sua carne sangrou como sangraria a nossa. Não duvidamos que, quando foi flagelado terá sentido imensa dor experimentada pela Sua imensa sensibilidade. Foi manso e humilde de coração, mais do que o mais manso dos mansos. Foi terno e delicado, forte e paciente. Oferece-nos, a vós e a mim, o modelo de um homem novo, e «novo» opõe-se a «velho». É reconfortante sentir um Deus tão próximo de nós como Ele o foi; pois falou com as nossas vozes, amou com o coração de homem, aprendeu com inteligência humana, e tudo para que vós e eu, jovens e menos jovens, nunca mais pudéssemos dizer: - Como Deus está longe de mim! A palavra viva e eterna de Deus, por quem tudo foi feito, decidiu um dia caminhar pela terra, sujar os pés, e mostrar como é belo e terrível ser homem. Olhando para Ele, poderemos verificar como é belo e como é terrível ser como Deus… in, MUÑOZ, Héctor, Caminhar com Cristo Jovem, Edições São Paulo
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